terça-feira, 19 de outubro de 2010

XVIII CONGRESSO BRASILEIRO DE POESIA HOMENAGEIA FERREIRA GULLAR






Pela primeira vez nos últimos quinze anos o Congresso Brasileiro de Poesia não é realizado na primeira semana de outubro e sim, no final do mês. A edição deste ano acontece de 25 a 29, na cidade de Bento Gonçalves e homenageará os 80 anos de Ferreira Gullar.

Como já é tradição, mais uma vez a Capital Brasileira da Uva e do Vinho abrirá suas portas para a caravana de poetas que participarão da décima-oitava edição do Congresso Brasileiro de Poesia, um dos maiores encontros de poetas da América.

Tendo como tema “O viajante da Poesia”, em homenagem ao poeta Ferreira Gullar, aproximadamente cento e cinquenta poetas dos mais diversos estados brasileiros e de alguns países já confirmaram presença e participarão de uma programação diversificada com muitos recitais, performances, rodas de poesia, espetáculo teatral, palestras nas escolas e debates sobre as diversas formas do fazer poético.

A abertura do evento acontece no Salão Nobre da Prefeitura Municipal às 17 horas do dia 25, com performance do grupo carioca “Simplesmente Poesia” e um recital em homenagem ao poeta Oscar Bertholdo, por parte de alunos da Escola Estadual Dona Isabel, além do poeta Artur Gomes interpretando o poema Não Há Vagas, do homenageado Ferreira Gullar.

À noite, no anfiteatro Ivo Da Rold, na Fundação Casa das Artes, acontece mesa redonda sobre a obra do poeta Ferreira Gullar, coordenada por Eduardo Tornaghi, seguida de performance e recital poétco.

A partir da manhã de terça-feira, as atividades acontecerão no auditório do SESC, Biblioteca Municipal, Vai Del Vino e nas escolas do município.

Escolas continuam sendo prioridade do evento

Trinta e duas escolas do município participarão do evento deste ano, recebendo os poetas em suas dependências e doze delas deslocarão alunos para participar de atividades que acontecerão nas dependências do SESC. Os poetas também irão ao Presídio Municipal, APAE, Lar do Ancião, Centro de Atenção Psico-Social e ao Hospital Tacchini.

Entre os principais projetos que tradicionalmente compõem a programação oficial do evento destacam-se: “Poesia na vidraça” (que começa a ser executado já na terça-feira, dia 19, e consiste na utilização das vitrines das lojas do centro da cidade para exposição de poemas de autores brasileiros), “Poesia numa hora dessas?” (quando poetas apresentam recitais em repartições públicas e privadas), “Uma idéia tece a outra” (realizado na Biblioteca Municipal e que consiste no ‘empréstimo’ de um poeta a uma turma de alunos), além das tradicionais rodas de poesia na Via del Vino.

Recitais deverão fazer a diferença

Os organizadores mais uma vez apostam na realização de recitais de diversas correntes poéticas para garantir o sucesso dos eventos. Neste ano, dividirão o palco do SESC e de algumas escolas performances poéticos dos estados do Amapá, Pará, Rio de Janeiro, São Paulo e Rio Grande do Sul além de México, Chile e Uruguai.

No palco do SESC, além do grupo “Poesia Simplesmente” E “Tatamirô”, também apresentarão recitais e performances os seguintes poetas: Renato Gusmão, Marcos Bahrone, Artur Gomes e May Pasquetti,veja o vídeo: Se for poema fogo do desejo – Artur Gomes e May Pasquetti, filmados por Jiddu Saldanha no parque das Ruínas – Santa Teresa – Rio de Janeiro





E mais Dalmo Saraiva, Jiddu Saldanha, Telma da Costa, Edmilson Santini, Tanussi Cardoso e Delayne Brasil, Casa do Poeta de Camaquã, Casa do Poeta Latino-Americano, Confraria Cappaz e Comunidade Poemas à Flor da Pele.

Junto com o XVIII Congresso Brasileiro também serão realizados o XVIII Encontro Latino-Americano de Casas de Poetas, a XV Mostra Internacional de Poesia Visual, neste ano coordenada pelo poeta português Fernando Aguiar, e o XXI Salão Internacional de Artes Plásticas do Proyecto Cultural Sur/Brasil, organizado pela AAPLASG.


O evento é promovido pela Prefeitura Municipal de Bento Gonçalves, através da Secretaria Municipal de Educação, SESC e é realizado pelo Proyecto Cultural Sur/Brasil. O apoio é da Câmara de Vereadores e Sindilojas.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Cardoso Moreira /RJ Vai Vota em 2010

Para Deputado Estadual Cristino Áureo nº. 33233 o nosso Deputado Estadual
Deputado Federal escolha um desses amigos de Cardoso Moreira

*JULIO Lopes nº 1111
*Alexandre Santos nº 1513
*Benedita nº 1377

Para Senadores:
*Piciani nº 155
*Lindberg nº 131

Para Governador Sérgio Cabral nº 15
Para Presidencia da República Dilma Roussef nº 13

Esses já fazem por Cardoso Moreira com o seu apoio vão fazer muito mais!

Cardoso Moreira RJ
Saudações do Prefeito Gilson

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009



eu lhe desejo
um NATAL de paz
e tudo que a ARTE
inda for capaz
e
um Dois Mil e Dez
com muito AMOR
da cabeça aos pés

arturgomes
SampleAndo
http://artur-gomes.blogspot.com/

Poesia no Poste
Dia 22 dezembro – 19:00h
Rua do Mercado Esq. Com Rosário – Rio de Janeiro
Realização: Os Goliardos/Panela 21



Estação do samba
para Marko Andrade

procuro melodia no Estácio
sigo o compasso do ócio no cio
caço o amor pelo laço
nessa cidade um abraço
o meu amor pelo Rio

a noite abro a janela
do outro lado a Portela
azul e branco é meu véu
manto sagrado dos deuses
sambistas que moram no céu

quando amanhece é favela
meu coração passarela
se abre nova estação
seja Portela ou Mangueira
Osvaldo Cruz Madureira
o samba se faz comunhão

Artur Gomes
http://courocrucarneviva.blogspot.com/

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

O Poeta e sua Bela Musa Atriz


Artur Gomes & Mayara Pasquetti


Beatriz e o Poeta


Artur Gomes & Mayara Pasquetti Jura Não Secreta


Artur Gomes & Mayara Pasquetti Fulinaimagem


Cena do Primeiro Encontro


O que é que mora em tua boca bia

domingo, 4 de outubro de 2009

terça-feira, 29 de setembro de 2009



PÃO E CIRCO

Antigamente eu chegava a montar três espetáculos por ano. Ultimamente monto um a cada três. Segundo Yve, quando alguém fica falando do passado é porque está velho. Posso até estar velho, mas não é isso que me faz falar do antigamente. Assim como Paulo, adoro a minha profissão, mas não sinto mais prazer em exercitá-la. Assim como Paulo, dei minha vida ao meu mister... e cansei. Não dá para sentir prazer convivendo com quem não nos ama. Eu amo esta cidade, mas a recíproca não é verdadeira. Não só a mim, mas aos artistas de um modo geral. As reflexões de Adriano sobre o desprazer de ensinar vão ao encontro do contexto cultural em que vivemos. Não por culpa deste ou daquele governo, mas o paradigma neoliberal levou o ser humano ao máximo da comunicação para não se comunicar. E neste contexto a arte não tem vez. Assim como Paulo, nós artistas vivemos uma situação caótica. Estou velho sim, de futuro... Mas persisto.
Estas foram as minhas palavras para o programa da peça “Meu Querido Diário”. Como era de se esperar, dos poucos que a ele tiveram acesso, a maioria não se importou. Uns gostaram, outros se surpreenderam, pois não esperavam que eu fosse capaz de ter esse sentimento com relação à cidade. Alguns outros acharam que eu peguei pesado, que passei recibo. Peguei pesado com quem, com o quê, se a realidade dos fatos só faz corroborar as palavras acima? Se o público pagante foi tão escasso que nem deu pra cobrir as despesas contraídas com a montagem, quanto mais ter lucro? Todo mundo parabe-nizou, elogiou, se ufanou, até, de nos ter como conhecidos. Mas passar na bilheteria do teatro, adquirir seu ingresso e assistir ao espetáculo, que é bom, nada. Disto, a grande maioria dos que se dizem amigos, ou mesmo fãs, não foi capaz. E muitos dos convidados só compareceram depois de muita insistência. E olha que o espetáculo, elogiadíssimo pela crítica, é uma comédia pra lá de hilária.
“O campista pede, mas não quer”, me disse Silvinha Salgado após assisti-lo. É fato! Pedir, para o campista, não passa de uma força de expressão, pois tudo o que realmente quer ele tem. Só que o que ele verdadeiramente tem é que é a questão. Podemos perceber pela felicidade transparente que lota os bares da cidade, dos sofisticados aos periféricos, que o campista está muito satisfeito com o que possui. Que vive qual criança num playground, que adora ser personagem de um teatro de fantoches. Onde o lazer cultural se faz desnecessário, na medida em que fazem de sua vida uma farsa. “Meu Deus, de onde essa gente tira tanta felicidade”, diz em determinado momento o personagem da peça, ao relatar a passagem de um trio elétrico arrastando uma multidão, que mais parece uma fuga em massa num filme catástrofe. Assim fomos acostumados. E prenhes de felicidade entendemos a ida ao teatro como desnecessária. Parece até que aquela campanha “Vá ao teatro” aqui foi cunhada ao contrário.
No último domingo de apresentação da peça, uma professora de um colégio estadual me questionou sobre o que eu havia escrito no programa. Tentava me convencer de que o ato de amar se basta em si. Que amar não precisa, necessariamente, de correspondência, e que educar é um ato de amor. Contrargumentando fiz vê-la que amar sem correspondência é sofrimento e se este sofrer gera prazer é masoquismo. Perguntei-lhe há quanto tempo ela dava aula, ela respondeu-me que há muito e que estava cansada de ir pra sala de aula, que ia obrigada e que não via a hora de se aposentar. Respondi-lhe que a minha situação era idêntica e por isso escrevi o que escrevi, e que após a peça voltaríamos a conversar. Reparei que ela riu muito ao se ver refletida no palco, mas nem participar do debate ela participou. O texto de Adriano provocara-lhe um riso nervoso e quem sabe uma revisão no seu conceito sobre o ato de amar, pois saiu do teatro sem que eu ao menos percebesse.
Até o momento, apenas duas montagens locais inéditas ocorreram este ano na cidade. Enquanto que semanalmente uma enxurrada de espetáculos caça-níqueis, integrados por elencos oriundos de “Zorra Total” ocupa o Trianon, com sucesso de público, é claro. Se é isto que o povo quer, é o que temos que dá-lo, como na velha Roma: pão e circo. “Infelizmente”, quando optei pelo teatro como profissão, o entendi como arte, como um meio de expressar meu sentimento do mundo, e não como uma possibilidade de se ganhar dinheiro através do riso fácil e alienante. O fiz consciente, de que seria a minha tribuna, a minha trincheira e também uma forma de propiciar prazer às pessoas. Mas se não é esta a sua missão, se com ele não posso contribuir para o crescimento da minha aldeia, chego à conclusão tardia de que escolhi a profissão errada. Mas como agora é tarde, persisto.

Antônio Roberto Góis Cavalcanti(Kapi)


XVII Congresso Brasileiro de Poesia

Bento Gonçalves – Rio Grande do Sul
5 a 10 outubro 2009
As Flores do Mal Me Quer
De Paulo Leminski a Charles Baudelaire






Jura Secreta 41

te amo e amor não tem nome
pele ou sobrenome
não adianta chamar
porque ele não vem quando se quer
tem seus próprios códigos e segredos
mas não tenha medo
pode sangrar pode doer
e ferir fundo
mas é razão de estar no mundo
nem que seja por segundo
por um beijo mesmo breve
porque te amo no sol
no sal no mar na neve

Artur Gomes
Nação Goytacá
http://goytacity.blogspot.com/